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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fanzinada em Porto Alegre

O Fanzinada fará parte do Verão Revolução em Campo Bom e Porto Alegre e segue na temática de somar forças e multiplicar idéias e formadores de opinião.

Fanzinada no Moinho !

O encontro Fanzinada acontece pela primeira vez em Porto Alegre, com exibição de documentários, debate e exposição de fanzines.



Fanzinada é um projeto criado e coordenado por  Thina Curtis em São Paulo e reúne pessoas interessadas na produção de publicações alternativas. É um espaço de encontro de quem produz, lê ou tem curiosidade por fanzines, quadrinhos e cultura underground. O primeiro encontro Fanzinada aconteceu no ano passado em Santo André, no espaço cultural Gambalaia, em comemoração ao dia internacional do Fanzine (29 de abril). De lá pra cá o evento tomou força e vem acontecendo esporadicamente em diversos locais pelo Brasil e agora ganha sua primeira edição em solo gaúcho. Em sua passagem pelo Rio Grande do Sul Thina participa também doGaragem Aberta, evento que acontece dia 14/01 no Centro Cultural Marcelo Breunigem Campo Bom. O evento, organizado por Alexandre Fogo, faz parte do Verão Revolução.


- PUNK S.A.
(Documentário / Santo André-SP / 20’30’’/ 2010)
Vídeo produzido pela Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André/SP que mostra um pouco do movimento punk no ABC paulista, destacando bandas influentes do cenário underground nacional como DZK, Garotos Podres e Hino Mortal.

Realizadores: Thina Curtis, Rafael Batalhão, Ary Neto e Aline Pegorin.
Orientação: Bruno Carneiro.


- FANZINEIROS DO SÉCULO PASSADO
Capítulo 1: As dificuldades para botar o bloco na rua e a rede social analógica
(Documentário / São Paulo-SP / 31’14’’ / 2011)
Produzido por fanzineiros de todo o território nacional para tentar explicar o que é esse tal de fanzine. Totalmente sem fins lucrativos, feito somente com a força e a paixão, aquela mesma que tínhamos quando fazíamos os tais fanzines de papel! Una-se a nós!

Idealizado, coordenado e dirigido por Márcio Sno.
Trilha Sonora: Poindexter.


- DEBATE
Thina Curtis (Santo André/SP) – Fanzineira, arte-educadora, poetisa e documentarista. Editou os fanzines Violet Arcana e Sacred, colaborou com diversas outras publicações, como a revista Central Rock. Atualmente edita o fanzine Spell Work e coordena o projeto Fanzinada, trabalha com oficinas de fanzines aplicando arte-educação e utiliza os fanzines como ferramenta política e educacional.

Jamer Mello (Porto Alegre/RS) – Pesquisa cinema, arte, filosofia e a estética dos fanzines. Integra a equipe de produção do CineEsquemaNovo, é editor do Fanzine Badalhoca e idealizador do Zinescópio – biblioteca virtual de fanzines.


Daniel Villaverde (Porto Alegre/RS) – Edita e coleciona fanzines desde os anos 90. Ministra oficinas e palestras sobre publicações alternativas e circuito do rock underground. Responsável pelo Punch Drunk, selo que tem lançado discos de bandas independentes desde 2001.


REALIZAÇÃO:
Zinescópio


APOIO:
Espaço Libertário Moinho Negro
Selo Punch Drunk
Fanzinada
Spell Work Fanzine


SERVIÇO:
O quê: FANZINADA com Thina Curtis (SP) – Exibição dos documentários “Punk S.A.” e “Fanzineiros do Século Passado” + bate-papo sobre fanzines com Thina Curtis (SP), Jamer Mello e Daniel Villaverde + exposição de fanzines.
Quando: Sexta-feira – 13 de janeiro de 2012 – 20h
Onde: Espaço Libertário Moinho Negro – Rua Marcílio Dias 1463, Porto Alegre.
Quanto: grátis

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fanzines: expressão e resistência

Cledson Bauhaus edita o Fabuloso Mundo da Clo e também escreveu um texto super bacana sobre os fanzines no blog Moda na Música: FANZINES: Expressão e resistência. Com as devidas autorizações, segue a postagem dele aqui, para iniciarmos nossa discussão sobre os fanzines.

Capa do Primeiro Anuário de Fanzines 
Olá pessoas, o que carrego comigo hoje é algo muito especial, não só no lado pessoal, mas também para toda a comunidade subcultural: são os fanzines.

 Seu nome é uma abreviação de “fanatic magazine” e trata-se de uma publicação independente, feita a mão, com menor tiragem e circulação, direcionada a um publico específico, normalmente bem pequeno comparado às publicações comerciais. No fanzine tradicional, reina a cultura do “faça você mesmo”, também presente na comunidade gótica. Seu maior diferencial é o fato de ser uma produção de “fã para fã”.

O fanzine já foi o principal meio de comunicação das tribos urbanas (hoje tem perdido bastante espaço para a internet) e representa uma forma de resistência diante dos meios de comunicação de massa e as generalizações feitas pelos maus entendedores desses grupos. Ele é a voz de cada tribo, carregando não somente informações gerais e novidades sobre sua cultura, mas também carregam fortes ideais políticos. Existem diversos tipos de fanzines, e os assuntos são muito variados: música, poesia, literatura fantástica, ilustrações, histórias em quadrinhos, entre outros, possuindo um foco diferenciado dependendo de sua proposta, fazendo deles verdadeiros objetos de coleção para os participantes das subculturas.

Desde o meu primeiro contato com eles, tenho conhecido diversos fanzines, cada um com o seu valor especial. Mas gostaria de destacar as seguintes publicações:

O fanzine De Profundis, que além de valiosas informações sobre a subcultura gótica, trazia também coletâneas com bandas nacionais (a Brazilian Darkwave), incentivando a produção cultural e musical dentro desta comunidade;

A Revista Carcasse, que se enquadra no formato mais atual de migração dos fanzines para internet, possui um vasto conteúdo sobre arte obscura e interatividade entre os públicos;

O Anuário de Fanzines, uma grande iniciativa de catalogação a nível nacional de fanzines diversos, possibilitando o contato e interatividade entre os produtores desse meio cultural;

O Zinescópio, uma coleção digitalizada de fanzines acessível via internet com downloads e compartilhamento online. É possível colaborar com a coleção enviando scanns de fanzines em formato pdf para publicação;

E por último, mas não menos importante, o Spell Work, de Thina Curtis, que possui formato tradicional, conteúdo bem amplo e está em plena atividade. Aliás, a Thina é uma grande agente cultural e defensora dos fanzines. Ela possui uma grande experiência com fanzines e a comunidade gótica.

Acerca de estudos sobre os fanzines, quero recomendar as seguintes leituras:

Almanaque de fanzines, o que são, por que são, como são: Guimarães, Edgard.

A mutação radical dos fanzines: Magalhães, Henrique.

Dos fanzines aos Weblogs: Uma análise sobre as semelhanças e difeerenças entre os dois suportes: Silva, J.A.B

Bem, chegamos ao fim. Um grande abraço! Igualdade, respeito e paz a todos =)  
Cledson Bauhaus

 Para ler o texto completo, acesse o blog Moda na Música: FANZINES: Expressão e resistência Lá você encontrará uma entrevista com a Thina Curtis, que logo mais será postada por aqui também.